RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Foto: Angela Castilhos Teixeira

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O RIO GRANDE CANTA O COOPERATIVISMO


 
 
O Festival será realizado em duas etapas, uma etapa classificatória e uma etapa final, as duas etapas serão realizadas no Ginásio Municipal de Esportes Nery Bueno Lopes na cidade de São Sepé/RS, no dia 18 de novembro de 2017. Todas as letras foram avaliadas por uma Comissão Técnica composta por quatro pessoas, nomeadas pelo SESCOOP/RS, através de Portaria.

- Etapa Classificatória – das 8h as 14h.
- Etapa Final – das 21:00h as 24:00h

Classificadas:

Música: NÓS SOMOS A COOPERAÇÃO
Ritmo: baião
Autor da letra e música: Jean Carlo Kirchoff
Representando a Cooperativa Sicredi Região Centro

Música: OS COMPADRE
Ritmo: mazurca
Autor da letra: Alex Carvalho Casanova
Autor da música: Alex Carvalho Casanova e Roberto Carlos Brandani
Representando as Cooperativas Cotrisel e Sicredi Região Centro

Música: É DIA…
Ritmo: samba
Autor da letra: Carlos Machado
Autor da música: Marcelinho Carvalho
Representando a Cooperativa Sicredi Planalto RS/SC

Música: DOS CONCEITOS QUE APRENDI
Ritmo: ayre de chacarera
Autor da letra: Alex Moreira
Autor da música: João Boscao Ayala Rodrigues
Representando a Cooperativa Sicredi Centro Leste RS

Música: TODO DIA DE SOL
Ritmo: toada
Autor da letra e música: Mário Tressoldi e Chico Saga
Representando a Cooperativa Sicredi Nordeste RS

Música: IRMÃOS DE SONHOS IGUAIS
Ritmo: cururú
Autor da letra e música: Jaime Brum Carlos
Representando a Cooperativa Cotrisel

Música: A NOVA GERAÇÃO DA HUMANIDADE
Ritmo: chacareira estilizada
Autor da letra: Carlos Omar Villela Gomes
Autor da música: Maninho Pinheiro
Representando a Cooperativa Sicredi Região Centro

Música: NA CLAREIRA
Ritmo: milonga
Autor da letra: Paulo Roberto Rodrigues e Lourenço Franke Pereira
Autor da música: Diego Luís Faleiro Herencio
Representando a Cooperativa Sicredi Ouro Branco RS

Música: COTIDIANO
Ritmo: valsa
Autor da letra: Adão Quevedo
Autor da música: Danilo Kuhn
Representando a Cooperativa Sicredi Zona Sul RS

Música: DIÁRIO AGRÁRIO
Ritmo: ayre de chacarera
Autor da letra: Vaine Darde
Autor da música: João Bosco Ayala Rodrigues
Representando a Cooperativa Sicredi Centro Leste RS

Música: NO MESMO DIAPASÃO
Ritmo: canção
Autor da letra: Carlos Roberto Hahn
Autor da música: Adriano Sperandir
Representando a Cooperativa Sicredi Nordeste RS

Música: EM CADA VERSO UM PRINCÍPIO
Ritmo: xote
Autor da letra: Gérson Souza
Autor da música: Rafael Rocha Cardoso e Hermes André Munari
Representando a Cooperativa Sicredi União Metropolitana RS

Música: XOTE DA COOPERAÇÃO
Ritmo: xote
Autor da letra: Eron Carvalho e Sérgio Rosa
Autor da música: Sérgio Rosa
Representando a Cooperativa Cermissões

Música: VILA COOPERATIVISMO
Ritmo: xote
Autor da letra e música: Mário Tressoldi e Chico Saga
Representando a Cooperativa Sicredi Nordeste RS

Música: DIA A DIA
Ritmo: milonga
Autor da letra: Carlos Omar Villela Gomes
Autor da música: Arison Martins
Representando a Cooperativa Sicredi Vale do Jaguari RS

Música: QUE COISA BUENA É COOPERAR
Ritmo: vaneira
Autor da letra: Caine Teixeira Garcia
Autor da música: Joni André Rugnitz
Representando a Cooperativa Sicredi Fronteira Sul RS

Música: SENTIMENTO FRONTEIRO
Ritmo: chamamé
Autor da letra: Rômulo Chaves
Autor da música: Nirion Machado e Adair de Freitas
Representando a Cooperativa Sicredi Pampa Gaúcho

Música: MILONGA PRA QUEM COOPERA
Ritmo: milonga
Autor da letra: Eron Carvalho
Autor da Música: Zulmar Benitez
Representando a Cooperativa Cermissões

Música: A CADA IMAGEM
Ritmo: milonga canção
Autor da letra: Rômulo Chaves
Autor da música: Nilton Júnior da Silveira
Representando a Cooperativa Sicredi Grande Palmeira RS

Música: O PODER DA UNIÃO
Ritmo: canção
Autor da letra: José Antônio Moraes
Autor da música: Luís Arthur Seidel Souza
Representando a Cooperativa Sicredi Centro Leste RS
 
 
Fonte: Site Identidade Campeira
 
 
 

CHASQUE DO MTG


MTG realiza capacitação e reciclagem de juízes
de provas campeiras

 
 
O Movimento Tradicionalista Gaúcho inicia, no dia 20 de outubro, as inscrições para a Capacitação e Reciclagem de Juízes de Provas Campeiras. O curso acontecerá no dia 15 de novembro, no CTG Amigos do Rodeio, em Linha Santa Cruz, município de Santa Cruz do Sul, na 5ª Região Tradicionalista.
 
Alguns dos temas que serão abordados são Origem do gaúcho, História do Rio Grande do Sul, Os rodeios no Rio Grande do Sul, Indumentária, Regulamento Campeiro, Movimento Organizado e Ética Tradicionalista e de Avaliação.
 
A promoção é do Departamento de Formação Tradicionalista e da vice-presidência Campeira do MTG.
 
Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG
Cel e Whatsapp: 51 99370 0619
 
 
 


TARDE DE AUTÓGRAFOS


 
 
 

BAIANO CANDINHO


Uma obra de fundamento presenteada pelo amigo Nelson Blehn
 
Uma das passagens históricas que mais me fascina e sobre a qual constantemente busco conhecimento é a do Baiano Candinho (1846-1898), desertor da Guerra do Paraguai, que se estabeleceu na antiga colônia alemã de Três Forquilhas na década de 1870.  Não é ficção. São fatos que fazem parte de nosso passado. 
 
Cheguei a escrever uma poesia sobre este personagem.
 
Ainda hoje, tantos anos após sua morte, há quem idolatre e quem odeie suas atitudes de Robin Hood dos pampas. Corajoso, brigão, sempre armado e cercado de gente de sua iguala, liderou o Bando do Pinto, que levou este nome porque mandavam e desmandavam na região da Serra do Pinto, roubando gado em São Francisco de Paula e revendendo ou doando aos pobres por toda a encosta da Serra Geral. 
 
O melhor e mais completo livro que li sobre o tema foi Noite de Reis escrito em 1935, e reeditado em 2007 pela AEC – Associação de Estudos Culturais, de Osório, obra do então intendente municipal de Osório Fernandes Bastos (1895-1938).  Baiano Candinho, que na verdade era cearense, torna-se um personagem quase mítico no litoral gaúcho, muito em parte pela grande obra do escritor-intendente. 
 
O título da obra tem origem na morte do herói/ladrão. Após a Revolução Federalista (1893-1895), quando lutou como maragato (do Partido Liberal), foi surpreendido e degolado na “Noite de Reis” de 1898. 
 
Pois agora esta verdadeira relíquia chega às minhas mãos. Chama-se E a Vida Continua. É um livro de 380 páginas escrito por Elio Eugenio Müller, nada mais, nada menos, que bisneto de Baiano Candinho.
 
Mil gracias, meu "ermão" Nelson Blehn, que, na tarde de autógrafos, lembrou deste amigo, comprou e me regalou. 
 
Vou ler com o maior carinho e atenção.  
 
 Sepultura de Baiano Candinho, em Itati
 
 
 

PAULO DE FREITAS MENDONÇA


DE 20 A 29 DE OUTUBRO EM SÃO JOSÉ DO MAIPO
 

O pajador Paulo de Freitas Mendonça realiza sua sexagésima viagem internacional, contabilizando mais de 200 atuações no exterior. A sua primeira atuação fora do país foi no Uruguai, em 1982, porém a partir do ano de 2000 intensificaram suas viagens pelo Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Venezuela, Colômbia Panamá, Portugal e Espanha. Considerado como um dos mais importantes improvisadores internacionais, Mendonça tem destacado-se como o representante do Brasil e do Rio Grande do Sul, naturalmente, nos mais expressivos encontros internacionais de Pajadores nestes países, mas não é somente como pajador que tem representado o nosso estado e país. Já palestrou em universidades federais e privadas, bibliotecas públicas e outros locais de relevância nestes países. Há 10 anos é o apresentador da festa Nacional do Chamamé de Corrientes. Seu livro Pajador do Brasil - Estudo da poesia oral improvisada - tem aberto portas para o mundo da poesia improvisada, mas já possui poemas e textos de sua autoria em livros no Uruguai, Argentina,  Peru e México.  Participa de discos de importantes artistas de renome internacional, a exemplos de António Tarrago Ros, Emanuel Gabotto, Juan Alberto Lalanne, Davi Tokar, José Curbelo, Fernando Hernández Mor e Suzana Repetto, além de ter gravado discos elogiados pela crítica internacional com José Curbelo e Marta Suint. O pajador brasileiro já improvisou com galegos, bascos, porto-riquenhos, cubanos, colombianos, venezuelanos, açorianos, canários, espanhóis, portugueses, chilenos, uruguaios, argentinos, peruanos, estadosunidenses e mexicanos, entre outros. Sem dúvida é um dos artistas sul-brasileiros com maior atuação no exterior e definitivamente o pajador mais reconhecido do país pelo mundo. Sua atual turnê no Chile passa por teatros escolas, ginasios, asilos, hospitais e palcos abertos em praça pública nas cidades de Curanilaheu, Puente Alto, Santiago e São José de Maipo de 20 a 29 de outubro deste ano.
 
 
 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CHASQUES DO MTG



Movimento Tradicionalista Gaúcho revela vencedores do
 Prêmio de Jornalismo
 
 
O Movimento Tradicionalista Gaúcho divulgou, nesta semana, os vencedores da edição 2017 do Prêmio MTG de Jornalismo. Concorreram profissionais e estudantes de comunicação com matérias veiculadas no período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2016. No total, foram 48 inscrições. Os troféus aos vencedores serão entregues durante o Enart – Encontro de Artes e Tradição, a ser realizado de 17 a 19 de novembro em Santa Cruz do Sul.
 
Segundo o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, a imprensa tem papel fundamental na difusão da pauta tradicionalista, revelando-se, ao longo dos anos, uma forte parceira. “São critérios, neste prêmio, por exemplo a capacidade de traduzir os fatos tradicionalistas para quem não é tradicionalista, também a consistência na divulgação desses temas, mas sobretudo a contribuição para preservação da memória do tradicionalismo gaúcho  e contribuição para uma reflexão sobre a figura folclórica e simbologia do gaúcho”, afirma.
Esta é a terceira edição do Prêmio MTG de Jornalismo.
 
Conheça os vencedores
 
Profissional
Fotografia: Isadora Neumann – Zero Hora (Pauta: Enart);
Cobertura Evento Campeiro: Henrique Massaro Rodrigues – Correio do Povo (Pauta: Acendimento e distribuição da Chama Crioula);
Rádio: Marcos Nunes Correa - Rádio Onda FM 97.7 (Pauta: Festejos Farroupilhas);
Caderno Especial: Leonardo Pujol – Zero Hora (Pauta: Acampamento Farroupilha);
Cobertura Evento Artístico: Natalia Silva Carapeços Fucks – Zero Hora (Pauta: Enart);
Impresso: João Cleber Caramuz – Gazeta do Sul (Pauta: Enart);
Site, Blog ou Fanpage: Beatriz Colombelli - Folha do Mate (Pauta: Série Direto de Galpão)
Revista: Dilerman Zanchet – Revista Somando (Pauta: Inclusão no tradicionalismo).
 
Universitário
Rádio: Luana Kanitz – Fadergs (Pauta: Acampamento Farroupilha)
Jornal Impresso: Louise Fisher – Unisc (Pauta: Viver o sonho)
Cobertura de Evento Campeiro: Thaís Dutra – Unochapecó (Pauta: Cavalgada Perfumada)
Site, Blog ou Fanpage: Tuanny Prado Flores – Unisinos (Pauta: Enart)

 
 
Prendas e peões mirins desenvolvem projeto
"Resgatando a Diversão da Piazada"
 
 
As prendas e os peões do Rio Grande do Sul, categoria mirim, desenvolveram no último final de semana mais uma atividade do projeto "Resgatando a Diversão da Piazada". Em Venâncio Aires, no Parque do Chimarrão, o 2º Piá Gustavo de Souza Moreira fez demonstração durante o Premiart – Festival Artístico Pré-Mirim. Já em Novo Hamburgo, no Encontro Regional de Patrões da 30ª Região Tradicionalista, no CTG Essência da Tradição, foi a vez da 1ª Prenda Mirim, Cecília Scholz, fazer uma apresentação. Já o Piá Saullo Dutra desenvolveu a atividade no CTG Sentinela do Rio Grande, no município de Rio Grande.
 
O projeto consiste no resgate de brinquedos e brincadeiras de outrora que não constam na bibliografia do Entrevero de Peões e da Ciranda de Prendas. As pesquisas enviadas ao Prendado Estadual farão parte de um livro a ser lançado em abril do próximo ano e que passará a compor a bibliografia dos concursos. Quem quiser colaborar com a pesquisa pode entrar em contato com o prendado ou com a vice-presidência cultural do MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho.
 
Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG
Cel e Whatsapp: 51 99370 0619
 
 
 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

124 ANOS DO GORGS*


* GRANDE ORIENTE DO RIO GRANDE DO SUL

O Templo Nobre Caldas Junior esteve lotado (mais de 300 Maçons)
nas comemorações dos 124 anos do GORGS, nesta segunda-feira 


Nosso Piquete, Fraternidade Gaúcha, como sempre, se fez presente
na Guarda de Honra e nas apresentações artísticas do evento
 
 
Léo Ribeiro, Andy Marcolino e Maxsoel Bastos com os meninos
da Ordem Demolay. Artistas com a Guarda de Honra das bandeiras.
 
 
O Coral do GORGS também participou do evento com uma belíssima apresentação. Abaixo, poema de minha lavra especialmente para o momento:

CANTIGA AOS IRMÃOS DO GORGS
(Léo Ribeiro) 

MIL OITOCENTOS E NOVENTA E TRÊS,
DIA QUATORZE DE OUTUBRO,
O AVENTAL BRANCO E RUBRO
SE APARTAVA DE VEZ.
SOB O RITUAL ESCOCÊS
NASCIA NOVA POTÊNCIA
PREGOANDO A INDEPENDÊNCIA 
DO ORIENTE BRASILEIRO
PARA VIVER, POR INTEIRO,
EM SUA NOVA QUERÊNCIA. 

E AQUI FINCAMOS GARRÃO,
DEMARCANDO NOSSO ESPAÇO,
A PRUMO, CINZEL E MAÇO,
ERGUENDO CADA GALPÃO.
O TEMPLO DE SALOMÃO
VEIO CONTAR SEUS SEGREDOS
AOS GAÚCHOS QUE, SEM MEDO,
ACEITARAM ESTA LABUTA
DE POLIR A PEDRA BRUTA
NA PROVÍNCIA DE SAO PEDRO.  

E AGORA CHEGOU O DIA
DE SERMOS RECONHECIDOS,
DE POR O NOME NO LIVRO
DE TODA MAÇONARIA.
TIROU-SE A VENDA, IRRADIA,
RAIOS DE SOL SOBRE A GENTE.
O OLHO ONIVIDENTE,
LÁ DO CÉU, DE UM PURO AZUL,
VEM DIZER QUE AQUI NO SUL
EXISTE O NOSSO ORIENTE.  

HONRAMOS NOSSA BANDEIRA,
EM DEFESA DA IGUALDADE,
LIBERDADE, HUMANIDADE,
IDEAIS PRA VIDA INTEIRA.
QUE ESTA DATA ALTANEIRA
ATRAVESSE A IMENSIDÃO,
QUE A ORDEM E A RAZÃO
NOS CARREGUE AONDE ANDE
POIS... NÃO MORRERÁ O RIO GRANDE
ENQUANTO HOUVER UM IRMÃO.

 

 
 

DO SAUDOSO LAURO RODRIGUES:


ALELUIA
 
 

“Pois, pressinto na fome de meu filho
que um vulcão de revolta aclara o trilho
por onde segue a procissão dos pais...
Desperta Rio Grande! Chama o Brasil
antes que a voz da bôca de um fuzil...
não lhe consinta despertar jamais...


Pobre Pátria de vinte e tantas zonas
que tem no seu ventre o Amazonas
e agoniza de fome nas cidades...
Zôo de macacos galhofeiros,
plagiando o viver dos estrangeiros
desde o Batismo à Universidade...

Tenho pena de ti, - senzala branca! -
dessa coletividade honesta e franca
que de tanto esperar já desespera...
Tuas vísceras são campos de imundícies,
onde o vírus malsão das canalhices
se robustece, cresce e prolifera...

Enquanto isso, cérebros raquíticos,
- sanguessugas de pântanos políticos! -
fomentam leis que não trescalam nada...
Mas não tarda que a aurora do futuro
tinja de escarlete o céu escuro
dos párias desta estância abandonada.”


 

E CONTINUAM AS GRAVAÇÕES


 
Em São Francisco de Paula, já no terceiro dia, continuam as gravações do longa metragem de Tabajara Ruas, A Cabeça de Gumercindo Saraiva, ambientado na Revolução Federalista de 1893.
 
 
 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

MONARCAS LANÇAM SEU 40º DISCO


“Tô pegando a estrada” é o 40º lançamento do grupo Os Monarcas. O álbum apresenta 14 músicas e uma faixa bônus. Todas as composições são do letrista gaúcho João Alberto Pretto, de Tenente Portela (RS). Este é o terceiro trabalho lançado pelo conjunto com letras de João Alberto Pretto.

O CD foi gravado no estúdio do conjunto, em Erechim (RS), e está sendo lançado pela gravadora Acit. O novo álbum pode ser adquirido nos bailes do conjunto, nas principais lojas do ramo e também pela internet através do site www.acit.com.br.
 

 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

CÂMARA DE VACARIA PROMOVE CONCURSO


DE POESIAS ALUSIVAS AO RODEIO
 
A Câmara Municipal de Vacaria informa que está com inscrições abertas até o dia 31 de outubro de 2017 para os interessados em participar do Concurso Rodeio de Poesias, alusivo ao Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria. O Concurso tem por objetivo divulgar através dos poemas participantes, a arte e a cultura do nosso estado.
 
O regulamento está publicado no site
 
Para mais informações ligue 54 3232 1003 ou 54 32324444.
 
 
 

A CABEÇA DE GUMERCINDO SARAIVA



Começaram hoje em São Chico de Paula as filmagens do longa-metragem A Cabeça de Gumercindo Saraiva de Tabajara Ruas. O cineasta e sua equipe foram recebidos pelo prefeito Marcos Aguzzolli esta noite no Hotel Village. Os atores Murilo Rosa, Leonardo Machado, Allan Souza Lima e Marcos Pitombo já estão na cidade. O grupo é formado por 80 pessoas, entre elenco e técnicos.



RESULTADO DO CONCURSO LITERÁRIO


DA ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA

 
 
 

DESCULPEM, LEITORES....


...EU TAMBÉM, AINDA, NÃO EDUQUEI MEU GALO
 
 
E por causa deste galo amanheci de pé trocado, de mal com meu País. 
 
 
DICIONÁRIO DE REGIONALISMO GAÚCHO
 
ACHICAR-SE
 
Um dos livros mais importantes e mais vendidos da Editora Martins Livreiro tem a autoria dos irmãos, meus conterrâneos, Zeno Cardoso Nunes e Rui Cardoso Nunes.
 
Nesta obra os filhos de São Francisco de Paula traduzem centenas de palavras usuais nas terminologias do homem do campo e que migraram para o vocabulário dos gaúchos.
 
Seguidamente colocamos em nosso blog uma palavra, seu adjetivo, sinônimo, e postamos um exemplo.
 
A palavra de hoje é  ACHICAR-SE. Significa: Ter medo; apequenar-se; recuar; encolher-se; respeitar por temor; calar-se por conveniência.
 
Exemplo: O Supremo Tribunal Federal em relação ao Senado brasileiro. O voto de minerva, da Presidente da casa, até agora estão tentando decifrar.
 
 
 
 
 
 

domingo, 15 de outubro de 2017

JÓIA RARA


QUE GARIMPEI NUM SEBO
 
 
Você, meu confrade poeta, ou você, meu amigo apreciador da poesia gauchesca, já parou para pensar como seriam os escritos logo após o final da Revolução Farroupilha, ainda sob o calor de dez anos de enfrentamentos? 
 
Pois foi esta relíquia em forma de livro que consegui ao garimpar um sebo (uma das minhas manias) aqui pela capital.
 
Apolinário Porto Alegre, escritor e poeta nascido em Rio Grande em 1844 (um ano antes do término da Guerra) foi quem coligiu e comentou tal obra. A publicação foi da editora Globo no ano de 1935, centenário da revolução. Apolinário morreu aos 66 anos, ou seja, 30 anos antes da publicação e, provavelmente, quem reculutou tal material foi seu filho Álvaro Porto Alegre.
 
Como não sou de engavetar coisas de valor, aos poucos, através do nosso blog, vamos mostrando estas preciosidades aos leitores.
 
Raridades iguais a estas quadrinhas, de autor desconhecido (talvez, até, um soldado) sobre a famosa Batalha do Seival, quando foi proclamada a independência da Província de São Pedro:
 
AO COMBATE DO SEIVAL 
 
Já vem o Silva Tavares
com a sua força armada,
perguntando pelo Neto
mais a sua farrapada.
 
As duras pedras choravam,
as árvores davam gemidos,
por ver os queridos filhos
da própria pátria corridos.
 
Com forças três vezes mais
em campo raso alinhado,
o legal Silva Tavares
foi batido e destroçado.
 
No dia dez de setembro,
lá nos campos do Seival,
foi derrotada a soberba
dos (tais) barbudos do Herval.
 
 
 
  

 

sábado, 14 de outubro de 2017

EXISTE O GAÚCHO "VERDADEIRO" ?


 
Certa feita, no tempo em que o MTG promovia excursões de gaúchos tradicionalistas para diversos Estados Brasileiros com o intuito de divulgar nossa cultura mundo a fora, eu estava nos pavilhões do Parque Anhembi, em São Paulo. Haviam partido 36 ônibus de diversas partes do Rio Grande do Sul, muitos foram de carros particulares ou de avião, com esta missão de demonstrar nossos costumes a todos que visitassem o Salão do Automóvel daquele ano. Juntamente com nosso pessoal de São Francisco de Paula, foram, no mesmo ônibus, a turma de Santo Antônio da Patrulha. 
 
Chegamos quase um dia atrasados dos demais pois, durante a viagem, nos lugares que entrávamos, tocando e cantando, não nos deixavam sair tão cedo. 
 
Teria dezenas de histórias e estórias para contar desta viagem mas o foco da postagem é outro.
 
Quando chegamos lá a organização do evento havia preparado uma barraca do exército para cada cidade fazer sua sede, além de toneladas de carne para serem assadas e distribuídas aos visitantes. As barracas formavam um imenso corredor de rio-grandenses.
 
Pois bueno.
 
Qual não foi nossa surpresa ao clarear o primeiro dia ao percebermos que havia um vão, um vazio, nas barracas postadas lado a lado das "cidades" gaúchas vizinhando.
 
O que aconteceu foi que uma turma, de uma determinada cidade do interior do Rio Grande do Sul, durante a boca da madruga desmanchou sua barraca e foram armá-la distante do citado acampamento. Ficaram isolados por gosto e conta própria. Longe, inclusive, dos turistas.
 
Ao serem questionados pelos organizadores o por que de tal gesto responderam que "não se misturavam por serem mais gaúchos que os outros".
 
Isto tudo é apenas grande preâmbulo para eu poder perguntar: - Existe alguém mais gaúcho do que os outros gaúchos? Este ufanismo de determinadas regiões do Estado tem fundamento? 
 
Toco neste assunto por lembrar que os Irmãos Bertussi, por muito tempo, foram desconsiderados pelos "verdadeiros gaúchos" por serem "gringos". No primeiro Congresso Tradicionalista, em Santa Maria foram ignorados pelos "gaúchos autênticos".
 
Agora, durante os festejos farroupilhas, por dezenas de vezes ouvi as terminologias "gauchinho de apartamento" ou "gaúcho setembrino".
 
Quer dizer então que se tu não lida no campo, não é proprietário de terra, não tens o direito de cultivar nossas tradições? 
 
Este é um tema para várias postagens e, futuramente, vamos voltar ao assunto.
 
Léo Ribeiro, Porca Véia e Paulo Ubiratã, no Anhembi, SP.
ao fundo a fileira de barracas da gauchada
uma delas, por serem mais gaúchos, sumiram na madrugada
 
 
 
 
 


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

ALEGRIA EM DOSE DUPLA





O tempo está carrancudo
mas Paul McCartney me aguarda.
Desde a minha Jovem Guarda

sou fã destes cabeludos.
Por isso, com chuva e tudo,
vou bombear outra cultura.
Eu, hoje, estou nas alturas:
ver o show, um relicário,
e curtir o aniversário
desta mulher que me atura.


 

RECUERDOS DE UM GRANDE GAITEIRO


 
Lembro como se fosse hoje, meu primeiro baile em São Lourenço das Missões, com os Irmãos Borges:
"10 de outubro de 1962".

Nessa noite carimbei o passaporte para uma viagem que até hoje ainda não comecei a procurar a passagem de volta. Penso, repenso e concluo que se tivesse hoje que reiniciar tudo desse mesmo ponto, faria de novo com a mesma alegria, disposição e euforia daquela noite de 1962. Às vezes penso naquele velho provérbio: "não tenho tudo o que quero mas quero tudo o que tenho" e me emociono porque, realmente, minha vida foi sempre construída com muita dificuldade mas com um sabor incomparável. Não canso de repetir que sou um músico muito feliz, realizado e que tem a certeza de andar cumprindo lindaço com a missão que Deus confiou.

Por isso e muito mais, rezo pedindo ao grande pai bastante saúde e muita luz para poder seguir a caminhada sem deixar rastros de que possa arrepender-me ou envergonhar os meus.

Viva a Música!
Borges (10/2017)
 
 
 
 
 

 
 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

CADA INFÂNCIA COM SEU TEMPO


Poema de: Léo Ribeiro de Souza

Te bombeando, assim, dormindo,
neste quarto decorado,
fico horas ao teu lado
te acariciando e sorrindo.
Meu neto... Que guri lindo!
Passou o tempo soi viejo
foi num upa, num lampejo
mas se a idade me golpeia
meu sangue corre em tuas veias
e ao te olhar me revejo. 

Somos de infâncias distintas,
fui um piá interiorano
criado meio haragano
sem adereços, sem tinta.
Trazia presos na cinta
um revolver de madeira
e um punhal de taquareira
que eu mesmo falquejei.
Estas eram minhas "leis"
nas rusgas de brincadeira. 

Eu tinha gado de osso,
carro de lomba, tampinhas,
trem de latas de sardinhas
e um bodoque no pescoço.
Um petiço pra ir no poço
buscar água em duas pipas.
Mas que infância bendita,
que vida, que tempo nobre.
Se de patacas foi pobre
de liberdade foi rica. 

Hoje a infância das crianças
cruza os céus sem bater asas
porque sem sair das casas
andejam de toda trança.
É que lhes veio esta herança
da internet e seus favores.
O mundo, com suas cores,
se vem pra dentro do lar
no botão de um celular,
ou pelos computadores.  

Não que isto esteja errado,
ao contrário, acho bonito,   
copiar, colar um escrito,
games, jogos e outros legados.
No dedilhar de um teclado
de tudo se tem noção.
Mas falta o aperto de mão,
o conversar com as pessoas,
o banhar-se nas lagoas,
os pés nus roçando o chão.   

Cada infância tem seu tempo,
cada vida a sua história...
Feliz quem traz na memória
belos e ternos momentos.
Não maldigo nem lamento
comparo por comparar...
Outra era, outro lugar,
outras maneiras de afeto,
só te desejo, meu neto,
que não deixes de sonhar. 

O que me dói de verdade,
ao se falar de infância,
é a humana ignorância
de quem castra a liberdade.
É a escravidão, a maldade,
a exploração em segredo,
os orfanatos, o medo,
a pobreza por destino,
a turba de pequeninos
que não conhecem um brinquedo.  

Infância... tinha que ser  
rodeada de coisas boas,
verões de sol e garoa,
sem certezas, só viver.
A infância é um bem querer
que não devia ter fim.
Ao me ver sisudo assim
pergunto as minhas lembranças
aonde anda a criança
que um dia morou em mim?